segunda-feira, 30 de setembro de 2013

MEZUZÁ



A mezuzá (em hebraico, "umbral de porta") é um pequeno estojo que contém um pergaminho no qual estão escritas duas passagens bíblicas, "Shemá" e "Vehaiá".


O "Shemá" proclama a unicidade do Deus único e o eterno e sagrado dever de servi-lo.
O "Vehaiá" expressa a garantia divina de que a observância dos preceitos da Torá será recompensada e previne sobre as consequências da desobediência.

Desde tempos imemoriais a mezuzá vem marcando o lar judeu e identificando-o como uma residência judia.
Para o povo judeu, a mezuzá afixada na porta sempre constituirá sua maior proteção. É um lembrete diário para a família judaica de sua responsabilidade para com Deus e a comunidade. Para a comunidade, é um sinal de que aquele é um local onde as leis de Deus imperam supremas.
A mezuzá deve ser afixada no umbral direito da porta de cada dependência de um lar ou estabelecimento judaico.
Quando a porta se abre para dentro do cômodo a mezuzá é afixada do lado direito de quem entra; quando a porta se abre para fora, ela é afixada do lado direito de quem sai.
A mezuzá pode ser afixada por qualquer membro da família.
Quando estive em Israel, observei que na entrada da maioria das casas e das lojas havia um objeto. Indaguei para a proprietária de uma loja e fui informada que se tratava da mezuzá. Não conhecia esse aspecto da tradição judaica e achei extremamente interessante.
Apesar de não ser judia, da minha viagem para Israel (dicas de Jerusalém aqui), trouxe uma mezuzá e afixei na porta da minha casa. Porque na minha casa também imperam as leis de Deus.
 



 

domingo, 29 de setembro de 2013

VAMOS PARA TORONTO??


Que tal uma visita a Toronto??
Para chegar lá, há vários voos saindo de São Paulo, pela Air Canada e pela United Airlines.
É necessário visto de entrada. Obtive o meu através da ABAV – Associação Brasileira de Agências de Viagens.
Para hospedar-se, sugiro o Intercontinental Toronto Centre. Bem localizado e com quartos amplos. Mas se você pretende fazer uma extravagância, fique no Fairmont Royal York Hotel. O Príncipe Charles e a Duquesa Camila se hospedaram lá enquanto nós estávamos na cidade.
Comece seu passeio pelo bairro mais alto astral da cidade – Yorkville. Lojas, galerias de arte, cafés, bares, boates e restaurantes. A agitação é intensa de dia e à noite.
 
Yorkville
 
Vá à famosa Yonge Dundas Square, a principal praça de Toronto, considerada a Times Square Canadense. A praça fica bem movimentada no verão e é palco de grandes eventos, inclusive do Brazilian Day Canada. Próximo à YD Square fica o Eaton Centre, um dos maiores shoppings do Canadá, com seu belo átrio de vidro.
Conheça o St Lawrence Market, o mercado municipal de Toronto. Frutas, queijos, azeites, mostardas, tem de tudo. Aproveite e prove as geleias e doces feitos de Maple Syrup. Maple é a folha símbolo do Canadá e o gosto se assemelha a caramelo. Muito bom. Em meio às compras, faça uma pausa para o almoço. No mercado há várias opções de docerias, creperias e restaurantes.
E por falar em restaurantes, não deixe de conhecer o 360, que fica no alto da CN Tower, a torre de comunicações que é o cartão postal da cidade. A vista é deslumbrante. Estando no alto da torre, ande sobre o seu chão de vidro. É de dar vertigem!!
 
Para os amantes do baseball, ao lado da CN Tower fica o Rogers Centre, estádio com o maior teto corrediço do mundo.
O passeio de barco no lago Ontário é uma ótima opção para os dias de sol. Você poderá conhecer as famosas ilhas de Toronto (Toronto Islands) ou apenas apreciar a vista que se tem dos prédios. Após o passeio, experimente as carnes e os frutos do mar do restaurante Pier 4. Muito, muito bom.
Para a sessão compras, além do Eaton Centre há a Bloor Street, uma espécie de 5ª Avenida canadense. Destaque para a loja de departamentos Holt Renfrew. Se estiver muito frio, a dica é o maior shopping subterrâneo do mundo, o Path.
Se você tiver tempo sobrando, conheça a Casa Loma. Não é um passeio imperdível, mas não deixa de ser interessante. Localizada na parte alta da cidade, trata-se da antiga propriedade do Sr. Henry Mill Pellatt, importante industrial e um dos responsáveis por levar a eletricidade a Toronto. Parte da casa, construída no estilo de um castelo medieval, funciona como museu. Há a sala da Primeira Guerra Mundial, sala da Segunda Guerra Mundial e o Museu do Regimento “Queen’s Own Rifles”. O jardim de inverno, os jardins e os estábulos são lindos.
 
 Jardim de Inverno - Casa Loma
 
 
 
Se tempo não for problema, alugue um carro e vá até Niagara Falls. Um verdadeiro espetáculo da natureza. Bate e volta de um dia que vale a pena.
Para deslocar-se, o metrô é uma excelente opção.
Aproveite as dicas e até o próximo post!!!
 
 
 

sábado, 28 de setembro de 2013

CEMITÉRIOS, MAUSOLÉUS E AFINS


Odeio filmes de terror, histórias do além, halloween e tudo o que me lembra morte. Com o perdão do trocadilho, morro de medo. Mas quando estou viajando, faço questão de visitar cemitérios, túmulos e mausoléus. À luz do dia, lógico!

Faço questão de prestar minha homenagem aos grandes homens e mulheres da religião, da história, das artes e da política mundial que já partiram.

No post de hoje, puxei pela memória os locais que já visitei nesta categoria:
 
1.       Cemitério do Père-Lachaise – Paris, França. Esse é bem movimentado. Nele estão Oscar Wilde, Eugène Delacroix, Édith Piaf, Yves Montand, Allan Kardec, Jim Morrison, Chopin, dentre outros.


Túmulo de Yves Montand
 
2.       Cemitério da Recoleta – Buenos Aires, Argentina. A moradora mais célebre, Evita Perón, está no Mausoléu da Família Duarte.

 
 
3.        Cemitério Nacional de Arlington – Arlington, Virgínia. Pertinho de Washington. É o mais tradicional cemitério militar dos Estados Unidos. Nele estão, por exemplo, os astronautas da Challenger, o Presidente John Kennedy e Jacqueline Kennedy.

4.       Mausoléu de Lenin. Moscou, Rússia. O mausoléu está localizado na Praça Vermelha e nele está exposto, embalsamado, o corpo do líder fundador da URSS. Sinistro, muito sinistro.

5.       Mausoléu de Mao Tsé-Tung. Pequim, China. O mausoléu fica na Praça da Paz Celestial e nele está exposto, embalsamado, o corpo do ex-Presidente da República Popular da China. A exemplo do Mausoléu de Lenin, este local também é bem assombroso.

6.       Basílica de São Pedro – Vaticano. Além de São Pedro, diversos papas estão enterrados lá, inclusive João Paulo II.

7.       Catedral de Sevilha. Sevilha, Espanha. O túmulo de Cristóvão Colombo tem destaque na maior catedral da Espanha.

8.       Mosteiro dos Jerônimos. Lisboa, Portugal. Lá estão sepultados o poeta mais ilustre de Portugal, Luís de Camões, e o navegador Vasco da Gama.

9.       Casa do Rio Vermelho. Salvador, Brasil. A casa, que será transformada em Memorial, ainda não está aberta ao público, mas eu já tive a oportunidade de conhecê-la. Lá estão enterradas, à sombra de uma mangueira, as cinzas de Jorge Amado e Zélia Gattai.
 

 
 
10.   Cemitério do Morumbi. São Paulo, Brasil. Sei que tem um monte de gente legal lá, mas eu estava sem tempo e só visitei o túmulo de Ayrton Senna.

11.   Casa Museu Isla Negra. Isla Negra, Chile. É na sua casa da Isla Negra que Pablo Neruda e sua última esposa, Matilde Urrutia, estão sepultados. Em abril deste ano o corpo de Neruda foi exumado, devido a suspeita de envenenamento. Como a investigação ainda não terminou, os restos mortais do poeta ainda não retornaram à casa. 
 

 
 
12.   Basílica de São Marcos. Veneza, Itália. Na basílica, localizada na praça de mesmo nome, estão as relíquias de São Marcos.

13.   Hôtel National des Invalides. Paris, França. Este prédio abriga, além do museu do exército, a Catedral de Saint-Louis-des-Invalides. No centro da catedral, em um monumental sarcófago, estão as cinzas de Napoleão Bonaparte.

14.   Cemitério Nacional do Monte Herzl. Jerusalém, Israel. Localizado a 834 metros acima do nível do mar, neste cemitério está sepultada a Dama de Ferro israelense, Golda Meir, uma das fundadoras do Estado de Israel.

15.   Catedral de Mônaco. Principado de Mônaco. Nesta linda catedral está sepultada a princesa Grace Kelly.

16.   Catedral de Pedro e Paulo. São Petersburgo, Rússia. Nesta catedral, localizada na Fortaleza de Pedro e Paulo, estão sepultados o último czar russo, Nicolau II, e seus familiares, todos assassinados durante a Revolução Russa.

17.    Igreja da Assunção (Túmulo de Maria) e Igreja do Santo Sepulcro, Jerusalém, Israel.  Os donos dos sepulcros só ficaram neles poucos dias. E tem algo mais emocionante do que saber que estes túmulos estão vazios?


 

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

O QUE VOCÊ FARIA SE...


 

O post de hoje é uma ideia da Debora Garcia, do blog Revista de Viagem.
A brincadeira é responder 5 perguntas pessoais sobre viagem, que começam com “O que você faria se..."

 
1. …tivesse uma passagem aberta para qualquer destino no mundo? Para onde você iria agora e por que?

Eu iria para Salzburg, na Áustria, fazer o tour da Noviça Rebelde. Esse é destino número 1 da minha Travel  Wish List.
2. …perdesse o emprego agora? Iria correr atrás de outro emprego ou aproveitaria a oportunidade para tirar “um ano de folga”?
Adoro viajar, mas meu senso de responsabilidade beira a neurose. Por isso, iria correr atrás de outro emprego. Os planos de um ano de folga coincidirão com a aposentadoria!
3. …só pudesse viajar para uma cidade para o resto da sua vida? Para onde você iria?
Paris, toujours Paris! Em qualquer época do ano, com ou sem dinheiro, com criança ou sem criança, Paris é encantadora.
4. …aquela pessoa super querida (#sóquenão) te pedisse uma indicação de destino para as próximas férias? Qual lugar você indicaria?
Eu diria: Vá pra China! Literalmente. Não gostei de Pequim. Com exceção das muralhas, que realmente são impressionantes, nada mais em Pequim me agradou.
5. ..você pudesse trazer um contêiner cheio de compras de qualquer lugar do mundo? O que você traria e de onde?
Eu traria móveis e artesanato africanos. Nas oportunidades em que eu estive na África trouxe algumas peças e elas são as mais lindas que eu tenho em casa. E todas as vezes tive a sensação que deixei nas lojas as mais bonitas.
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quinta-feira, 26 de setembro de 2013

CARTA DE UM LEITOR AO COMPLETAR 100 VIAGENS MUNDO AFORA

 
De Montaigne:
"Costumo responder, normalmente, a quem me pergunta a razão das minhas viagens: que sei muito bem daquilo que fujo, e não aquilo que procuro." 

Concordo.

Sou um dos primeiros leitores deste blog e acompanhei sua autora em todas as viagens, mas juro, nunca palpitei, fosse sobre os textos (magistral e simplesmente escritos), fosse para sentir as impressões da minha eterna companheira de aventuras e confrontá-las com minhas silentes percepções.

Sempre quis escrever um livro, diário, enfim, algo que registrasse os momentos, perrengues, alegrias, sustos, prazeres que vivemos nessas andanças e que as viagens trazem em si. Mas não me acho pronto, pois quanto mais viajo, aumenta minha impressão de que pouco conheço desse mundão de meu Deus. E por continuar pensando assim, limito-me a estas poucas palavras. Adiarei o livro, retardarei o diário, viajarei apenas.

Neste ano, à beira dos 40 anos de idade, completei 100 viagens ao exterior, mas cerca da metade a trabalho. Não que estas tenham sido em vão, apenas as outras dezenas realizadas a passeio foram bem mais prazerosas, pois fugimos da rotina, como Montaigne! 

Que saudades da Varig e do respeito que ela nutria no exterior, de seus MD-11 rapidíssimos e confortáveis, dos 767s da Transbrasil, da cordialidade e sorriso das tripulações, do espaço entre poltronas, do comportamento dos passageiros, do conforto dos aeroportos, das refeições à bordo (até feijoada era servida pela Transbrasil aos sábados), dos travesseiros, cobertores, das lojas das companhias brasileiras nas avenidas principais de Paris, Londres, Nova Iorque. Que saudade até dos bilhetes impressos carbonados! Que saudade do Comandante Rolim Amaro, que deve chorar o dia inteiro onde quer que esteja ao ver como a Tam nos trata e que o 0800 do Fale com o Presidente é mais difícil do que falar com o presidente americano...

Amigos costumam me perguntar as cidades mais belas aos meus olhos, os lugares mais diferentes que visitei e também dicas e conselhos quando vão se divertir por aí... Costumo dizer, para desolação de muitos, que todo lugar é igual, salvo Paris e Veneza. Realmente, para mim, o homem não fez nada similar. Napoleão III mandou e o barão de Hausmmann cumpriu à risca o dever de casa. Fez Paris para humilhar o mundo. Por certo, Deus se encarregou de fazer o Rio para zombar dos homens e mostrar quem fez o mundo, cidade maravilhosa, bela, cheia de encantos mil, despojada de caprichos e que transborda natureza no seu limite maior, mas encontra muita similitude na Cidade do Cabo, África do Sul. Se Ele é brasileiro, fez, em Sua imensa misericórdia, duas obras primas e bem parecidas, uma aqui e outra no pobre continente africano. 

Mas também há momentos em que sinto todos os lugares diferentes uns dos outros e por isso, acredito que essa centena de viagens realizadas tende a aumentar! É a busca eterna pelo novo ou a fuga constante. Quem sabe Paris ou Veneza possuam algumas irmãs bastardas! Não creio...Busco, busco e não encontro, vejo apenas imitações bonitas, mas longe de bater as mais belas.

O fato é que é magnífico fugir para qualquer lado, dentro ou fora do Brasil, pois o bom mesmo é sair da rotina de tempos em tempos, como Montaigne pregava...

Parabéns à minha esposa, autora do Mundo Anfitrião. Obrigado pela inigualável companhia nessa ruma de passeios. Viajemos, pois!
 
 
Newton Assunção

 

GRATAS SURPRESAS


Algumas semanas atrás fiz um post com as minhas decepções de viagem (link aqui). O post de hoje é exatamente o oposto do anterior.
Neste, vou elencar os lugares, passeios e monumentos que me surpreenderam. Mas lembre-se: estas são as MINHAS surpresas. Você poderá achá-las sem graça e desinteressantes. Gosto é gosto e isso não se discute!
 
 
1. Catedral de São Vito. Praga, República Tcheca. Situada no Castelo de Praga, visitei a Catedral de São Vito como quem visita mais um ponto turístico. E me encantei, elegendo-a a igreja mais bonita do mundo. Os vitrais, os mosaicos, as capelas, enfim, todo o conjunto da obra é majestoso.
 
2. MASP – Museu de Arte de São Paulo. São Paulo, Brasil. Já havia passado em frente um milhão de vezes, mas nunca havia entrado. Até que um dia resolvi entrar. E me surpreendi. O acervo é bem rico e sempre há uma exposição temporária interessante. A estrutura é muito boa, com loja e café. Vale a pena.
 
 
 
 
 
 
3. Busch Gardens. Orlando, Estados Unidos. Não criei qualquer expectativa com relação a esse parque. Primeiro, porque não gosto de montanhas russas. Segundo, porque alguns amigos haviam falado que o parque era mal cuidado. Por sorte, resolvi conferir. E simplesmente adorei. O parque e os animais de lá são lindos. Não fui nas montanhas russas, mas adorei todas as outras atrações. Principalmente a experiência de alimentar cangurus. Indo lá, não deixe de almoçar no restaurante Crown Colony House. Muito bom.  
 
 
 
 
4. Passeio de bateau-mouche pelo Sena. Paris, França. Achava que era algo bem turistão. Estava enganada. Já fiz esse passeio 4 vezes, pela empresa Bateaux Parisiens, à noite, com jantar incluído. A comida não chega a ser formidável, mas é o que menos importa. Passar pela Catedral de Notre-Dame, com a banda cantando ao vivo “Ave Maria” é indescritível. E foi nesse passeio que eu vi, pela primeira vez, a Estátua da Liberdade de Paris. Ao som, claro, de “New York, New York”.
 
 
5. Davi de Michelangelo. Florença, Itália. Já havia lido muito sobre criador e criatura, mas não deixei de me surpreender. Não me contive diante daquela perfeição e, como Michelangelo, exclamei para Davi: Parla!
 
 

 
 
6. Hotéis de Las Vegas. Las Vegas, Estados Unidos. Depois de conhecer Las Vegas, perdi a referência do que vem a ser um hotel de luxo. São todos tão monumentais que tive a sensação de estar dentro de um set de filmagem. Uma surpresa em cada esquina.



 
 

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

UM PARAÍSO CHAMADO MAURÍCIO


Se você busca um local paradisíaco, ideal para descansar ou para passar sua lua de mel, vá para a Ilha Maurício.
Situada na República Maurício, um país banhado pelo Oceano Índico, a Ilha Maurício é parte integrante do Arquipélago Mascarenhas.
A capital do país é Port Louis. Apesar de situada no continente africano, a influência indiana é muito grande. A religião predominante é o hinduísmo e a moeda é a Rúpia do Maurício.
A população é inteiramente bilíngue. Nas escolas o ensino do inglês e do francês é obrigatório.
O volante dos carros fica do lado direito do veículo. Por isso, se você não estiver acostumado com mão inglesa, nem pense em alugar carro.
Viajamos para lá pela South African, saindo de São Paulo com destino a Johanesburgo. Passamos uma noite em Johanesburgo e de lá partimos para Port Louis pela Air Mauritius.
Há mais de 100 hotéis de luxo na região. Após muito pesquisar, escolhemos o Constance Le Prince Maurice, que fica no distrito chamado Flacq. O hotel é lindíssimo e a comida maravilhosa.  Piscina com borda infinita, Spa Sisley, restaurante sobre palafitas, tudo lembra um cenário de filme romântico. É verdade que tivemos alguns contratempos, mas acredito que tenhamos nos hospedado em um período de ajustes, pois o hotel havia acabado de ser reinaugurado após passar por uma reforma.
O hotel possui uma série de atividades. Fizemos um passeio em um barco com chão de vidro. Paramos em alto mar para mergulhar e praticar snorkeling. Como eu não sou uma exímia nadadora, não vi peixe algum e engoli litros de água. Mas como eu não faço a menor ideia de quando terei oportunidade de beber água do Oceano Índico novamente, a experiência valeu.
Em uma das noites, os hóspedes foram convidados a assistir, na praia, a uma apresentação de Sega, dança típica da região. Com direito a fogueira, drinques e brisa do mar.
 
 Shopping Le Caudan Waterfront
 
Aproveite para explorar um pouco da capital Port Louis. Há dois shoppings dignos de grandes cidades: O Le Caudan Waterfront e o Bagatelle. Lojas de grifes internacionais e excelentes restaurantes. Destaque para os frutos do mar do Ocean Basket, no Shopping Bagatelle.
Para vivenciar a cultura local, visite um dos templos Hare Krishna espalhados pela região. Muito interessante. 

Para as crianças, a ilha oferece várias atrações, como o Mauritius Aquarium e o Blue Safari (safári aquático em uma subscooter ou em um submarino).
Dica importante: Não esqueça de programar sua viagem para o alto verão, entre novembro e abril. Fora dessa época o mar é bem gelado.
Aproveite as dicas e até o próximo post!!!
 
 

terça-feira, 24 de setembro de 2013

A PARISIENSE


A Parisiense é um guia bem diferente de Paris.
Escrito pela francesa Ines de La Fressange, o livro tem uma edição extremamente caprichada. O papel, as fotos, a encadernação, tudo é de muita qualidade e bom gosto.
Nele você descobrirá os endereços mais secretos de Paris, fora do circuito turístico. Onde fazer as unhas, comprar um belo álbum de fotos, uma luminária vintage ou uma caixa de acrílico feita sob medida. Sem falar nos cafés, museus e restaurantes mais pitorescos da cidade.
O livro conta ainda com um capítulo para as crianças. Dicas de passeios, lojas de roupas, móveis e livrarias só para os pequenos. E de um hotel child friendly!!!
De quebra, a autora ainda nos presenteia com uma aula de moda. São produções básicas e cheias de estilo. Como uma autêntica parisiense.
Tudo isso recomendado por quem entende e vivencia o assunto. E o mais incrível de tudo: ao nosso alcance.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

AS MÁSCARAS DE VENEZA


As máscaras de Veneza surgiram durante o carnaval, época na qual os venezianos podiam se permitir divertimentos proibidos em outras épocas do ano.
 
As máscaras preservavam a identidade, além de possibilitar ser alguém diferente durante algumas horas. Pobres e ricos, nobreza e povo se misturavam em uma alegria sem precedentes. Até mesmo os religiosos, disfarçados em suas belas máscaras, podiam sair livremente, expressando-se de maneira que não poderiam fazer em outras ocasiões.
 
No entanto, as máscaras mais famosas de Veneza eram independentes do Carnaval. Saídas noturnas, de damas e cavalheiros, para encontros galantes nas gôndolas ou nos palacetes dos canais, ou mesmo só para um jantar elegante, exigiam a discrição e requinte da meia máscara.

As tradicionais máscaras de Veneza são feitas em papel machê. Primeiramente, se constrói com argila o rosto que será representado. Em seguida, um molde em gesso determina a forma que a máscara terá. O molde é coberto com papel machê, mistura de papel e cola que deve secar lentamente. Depois de endurecida, a máscara é retirada do molde e coberta com uma fina camada de um papel especial. Finalmente, a peça é decorada com pintura, plumas, tecidos e brocados.
 
Impossível não se encantar com a riqueza e o colorido das máscaras espalhadas por Veneza durante todo o ano. E mais difícil ainda não trazer esse símbolo veneziano para casa.
Da minha viagem para Veneza (dicas aqui) trouxe brincos, anel e pingente.
 
 

domingo, 22 de setembro de 2013

A SAGRADA JERUSALÉM


Não dá para descrever o que é estar em Jerusalém, uma cidade considerada santa por várias religiões.

Há muitas opções de voo. Viajei pela Alitalia, saindo de São Paulo, com conexão em Roma. De Roma, segui para Tel-Aviv. Do aeroporto de Tel-Aviv, um transfer que havíamos contratado nos levou para Jerusalém.
Para hospedar-se, sugiro o Mamilla Hotel, moderno e super bem localizado.
Contratamos um guia local. Como tem muito o que se ver em Jerusalém, esta é a melhor forma de otimizar o tempo.
Como chegamos em uma sexta-feira, experimentamos, de cara, a experiência do Shabat, dia do descanso dos judeus, que começa no por do sol da sexta-feira e termina no por do sol do sábado.
Durante o Shabat, na maioria dos restaurantes, inclusive no do nosso hotel, há um cardápio especial, somente com pratos frios, pois não é permitido cozinhar. No nosso hotel também havia um elevador específico para ser usado nesse dia, que parava em todos os andares, devido a proibição de apertar botões ou interruptores. Foi muito bom poder vivenciar tudo isso e aprender um pouco sobre os costumes judaicos.
Muro das Lamentações
Comece sua visita pelo Muro das Lamentações ou Muro Ocidental, que é o local mais sagrado do judaísmo, por ser o único vestígio do antigo templo do Rei Salomão. Há uma entrada para os homens e outra para as mulheres. Para cumprir a tradição, deixei um papelzinho entre as pedras com os meus pedidos.
Do Muro das Lamentações, avista-se a Mesquita de Omar ou Domo da Rocha, com sua bela cúpula dourada. Dessa cúpula Maomé teria ascendido aos céus. É o local mais importante de Jerusalém para o Islã.
Visite o Cenáculo, sala onde se realizou a última ceia e, lá perto, a tumba do Rei Davi.
Via Dolorosa
O ponto alto da viagem, sem dúvidas, é a Via Dolorosa. São 14 estações e algumas delas são difíceis de encontrar, daí a importância do guia. A via sacra termina na Igreja do Santo Sepulcro, local em que Cristo foi crucificado, sepultado e de onde ressuscitou.


 
 
Local em que o corpo de Cristo foi colocado ao ser retirado da cruz
O Bairro Judeu também deve ser visitado. De um determinado ponto da praça principal do bairro pode-se avistar uma mesquita, uma sinagoga e uma igreja católica. A razão pela qual Jerusalém é considerada o coração de três credos.
                                                    
 
 

A Basílica da Agonia também é imperdível. Dentro dela está a pedra na qual Jesus orou antes de sua prisão. Ao lado, fica o Jardim de Getsêmani, com várias Oliveiras que datam da época de Cristo.
Próxima dali fica a Gruta de Getsêmani, local onde Jesus foi traído por Judas. A gruta é aberta à visitação. Nela, tivemos a oportunidade de participar de uma missa. Emocionante.

 
Túmulo de Maria
 
Outro local emocionante é a Abadia da Dormição de Maria, onde a mãe de Jesus caiu em seu sono eterno. O túmulo de Maria fica na Igreja da Assunção e também pode ser visitado.



                                                                                                        
 
Para ter uma vista linda da cidade, vá ao Monte das Oliveiras, lugar em que Jesus transmitiu alguns de seus ensinamentos. Lá fica localizada a Capela da Ascensão, onde Jesus subiu ao céu.
Saindo do circuito religioso, visite o Cemitério Nacional do Monte Herzl e preste sua homenagem à Dama de Ferro israelense, Golda Meir, uma das fundadoras do Estado de Israel.
A noite em Jerusalém é bastante movimentada, com vários barzinhos e restaurantes. Indico o Cavalier, um restaurante francês com excelente comida e o Dolphin Yam, restaurante especializado em frutos do mar.
Não deixe de provar o Falafel, uma espécie de sanduíche com recheio de bolinhos de grão de bico e salada. Diferente, mas delicioso.
Para a sessão compras, perca-se nos mercados da Cidade Velha de Jerusalém. Se você prefere algo mais atual, o Alrov Shopping é vizinho ao Mamilla Hotel.
Jerusalém é um comovente museu a céu aberto. E um local para se visitar mais de uma vez.
Aproveite as dicas e até o próximo post!!!

 

sábado, 21 de setembro de 2013

PERRENGUE EM PARIS


Se o meu feeling para golpes não fosse tão aguçado, esse teria sido um mega perrengue.
Estávamos em Paris, caminhando na Champs-Élysées, bem distraídos, quando ouvidos um barulho de metal no chão.
Instintivamente, paramos. Uma moça com cara de imigrante (Paris tem centenas de imigrantes ilegais), nos mostrava uma aliança e, através de gestos, indagava se era nossa.
Olhamos nossas mãos e fizemos um aceno negativo com a cabeça, pois as nossas alianças estavam no mesmo lugar desde o dia do nosso casamento.


Avenida Champs-Élysées
Ela, também com gestos, nos ofereceu a aliança. Eu, que sou desconfiada ao extremo, ainda mais em terra alheia, fiz menção de continuar minha caminhada.
Meu marido, que tem o coração maior do que a Torre Eiffel, se propôs a ajudar a coitada, ela com certeza havia achado aquela joia e estava precisando de dinheiro. E pegou a aliança.
- Por que ela não vende no mercado negro? Indaguei, usando um pouco da razão.
-Ela parece ser imigrante ilegal, e qualquer passo em falso ela é deportada! Respondeu ele.
E continuou:
- Me dá tudo o que você tem na sua carteira. Essa aliança é pesada e deve valer muito.
Aí eu rodei a baiana. Em plena Champs-Élysées. Barraco chique:
- Como é? Tudo o que eu tenho? Nem pensar!
A pobre imigrante esperava pacientemente, assistindo a discussão de camarote. Ela só mudou a feição quando eu, ao invés de pegar minha carteira, peguei minha bolsinha de moedas.
Notei que ela quis me fuzilar.
Entreguei uma moeda de dois euros. Ela enlouqueceu. Começou a falar sei lá qual idioma.
Eu, quando quero brigar, falo, em qualquer lugar do mundo, um português bem explicado. Isso surte um efeito incrível.
Pois bem. Neste caso não foi diferente. Expliquei que não estava interessada na aliança e que ela escolhesse a moeda ou o anel. Em um português de invejar Camões.
Ela pegou a moeda e sumiu.
Trouxemos a aliança para o Brasil. Chegando aqui, pedimos para um ourives de confiança “tocar” a peça, para saber se era ouro mesmo.
Resultado: Com o ácido jogado pelo ourives, o anel sumiu tão rápido quanto a imigrante.
E eu fiquei no prejuízo de 2 euros.
 
 
 
 
 
 
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